THEME
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Pense, acredite, sonhe e atreva-se.
O mundo de Sophia

“Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café as cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos.”
Caio Fernando Abreu. 

“Ele trouxe um pouco de doçura, na minha vida de amargura.”
Bia Maria. 

“Mas eu te amo também do jeito mais óbvio de todos: eu te amo burro. Estúpido. Cego. Eu acredito na gente.
Tati Bernardi. 

“A gente não muda, a gente só para de ser idiota.”
Tati Bernardi‏. 

“Não é porque eu sujei a roupa bem agora que eu já estava saindo, nem mesmo porque eu peguei o maior trânsito e acabei perdendo o
cinema. Não é porque não acho o papel onde anotei o telefone que eu tô precisando, nem mesmo o dedo que eu cortei abrindo a lata e ainda continua sangrando. Não é porque fui mal na prova de geometria e periga d’eu repetir de ano, nem mesmo o meu carro que parou de madrugada só por falta de gasolina. Não é por que tá muito frio, não é por que tá muito calor. O problema é que eu te amo e não tenho dúvidas que com você daria certo. Juntos faríamos tantos planos, com você o meu mundo ficaria completo. Eu vejo nossos filhos brincando e depois cresceriam e nos dariam netos. A fome que devora alguns milhões de brasileiros perto disso já não tem importância. A morte que nos toma a mãe insubstituível de repente dela, já nem me lembro. A derrota de 50 e a campanha de 70 perdem totalmente seu sentido. As datas, fatos e aniversariantes passam sem deixar o menor vestígio. Injúrias e promessas e mentiras e ofensas caem fora pelo outro ouvido. Roubaram a carteira com meus documentos, aborrecimentos que eu já nem ligo. Não é porque eu quis e não fiz, não é porque não fui e não vou. O problema é que eu te amo, não tenho dúvidas que eu queria estar mais perto. Juntos viveríamos por mil anos por que o nosso mundo estaria completo. Eu vejo nossos filhos brincando com seus filhos e depois nos trariam bisnetos. Não é porque eu sei que ela não virá que eu não veja a porta já se abrindo e que eu não queira tê-la, mesmo que não tenha a mínima lógica nesse raciocínio. Não é que eu esteja procurando no infinito a sorte para andar comigo. Se a fé remove até montanhas, o desejo é o que torna o irreal possível. Não é por isso que eu não possa estar feliz, sorrindo e cantando. Não é por isso que ela não possa estar feliz, sorrindo e cantando. Não vou dizer que eu não ligo, eu digo o que eu sinto e o que eu sou. O problema é que eu te amo, não tenha dúvidas pois isso não é mais secreto. Juntos morreríamos, pois nos amamos e de nós o mundo ficaria deserto. Eu vejo nossos filhos lembrando e com os seus filhos que já teriam seus netos.”
Meu mundo ficaria completo (com você), Cassia Eller. 

“Você mudou a minha vida por completo e a tornou melhor. Você fez dos meus dias tristes, dias felizes. Você me encheu de amor, de carinho. Você deixou minha vida cheia de prazer e com muitos motivos pra sorrir. Você fez minha vida ganhar cor. Você deu sentido a ela. Você conseguiu me transformar em uma mulher de verdade. Muito mais que isso, você se transformou no homem da minha vida. Você me mostrou que amar não é sofrer, muito pelo contrário, amar é a coisa mais maravilhosa desse mundo e foi você que me ensinou a amar de verdade. Você trouxe paz e felicidade para a minha vida. Você conseguiu fazer meu coração sentir muito mais do que amor, um sentimento mais forte, mais intenso, mais verdadeiro, um sentimento muito além da vida e muito além do amor.”
Nasci pra ser sua. 

“Eu quero blusas molhadas em um dia de domingo, chaves esquecidas em cima do criado-mudo, gavetas compartilhadas. Eu quero alguém que me peça para apagar as luzes do quarto, eu quero te importunar com a pasta de dentes esquecida no ralo da pia. Quero beijos, abraços, carinhos, mordidas, puxões de cabelo, arranhões e duas costas suadas e vermelhas quando a noite nos banhar. Eu quero rir do teu desespero ao se deparar com o primeiro fio de cabelo branco, e te acalmar dizendo que tua beleza ficará ainda mais evidente. Quero brigar, xingar, chorar, me arrepender. Mas que o arrependimento não dure mais que o tempo de ir à floricultura e te trazer suas rosas preferidas em sinônimo de perdão, que as lágrimas não falem mais alto que os sorrisos de quem ama. Antes de mais nada, quero arrumar uma desculpa boba para te ligar e ouvir a sua voz sonolenta. Quero te cobrir de elogios e me deparar com suas maçãs rosadas, quero bagunçar seu cabelo e tirar fotos suas forçadas. Serão as minhas preferidas. Quero assistir filmes nos dias de sol e dançar valsa sem som na chuva de inverno. Quero sentir o teu perfume naquela blusa horrorosa que você comprou e eu nunca deixei de usar. Eu quero dizer que te amo, e mais do que isso, quero te amar. Te amar quando você acordar de manhã e estiver sem maquiagem, te amar quando esconder o rosto de mim, te amar quando fizer manha para conseguir desmanchar o meu mau humor. Quero te pedir para que me deixe te cuidar quando estiver doente, te chamarei de teimosa por não tomar os remédios na hora certa e você me baterá de leve. Quero que me escreva cartas em anônimo, quero estar ao teu lado no porta-retratos da sala. Vou chegar estressado do trabalho e me derreter com as tuas insistências de carinho. Quero te ver descendo as escadas da nossa casa no campo e dizer, como se fosse a primeira vez: Você está deslumbrante. Quero acariciar o teu pescoço e te fazer fechar os olhos, correr atrás de ti só para fazer graça, bagunçar o sofá e quando cansarmos, eu vou te beijar e te fazer adormecer. Me declararei em silêncio todos os dias, olhando você dormir sem que me perceba. E quando chegar a hora, quero que pule em meus braços e diga que teremos que reformar o quarto de hóspedes. Nove meses se passarão e eu sentirei na pele o que é angústia, mas vou chorar de alegria quando o silêncio for rompido e eu ouvir um choro de criança. E depois, escolheremos o nome, pintaremos o quarto, escolheremos um berço. E você estará anda mais linda carregando um bebê com os seus olhos. Ele crescerá, me dará dor de cabeça e te fará ter inúmeros cabelos brancos, que agora você esconde com um óculos de grau e cabelos presos. Você arrancará seu primeiro dente de leite e eu descontarei uma moeda do bolso. Você me ajudará a fazê-lo dormir enquanto escondo os presentes embaixo da árvore de Natal. E quando ele já não acreditar mais, você me dirá que o tempo passou rápido demais. Depois do trabalho, vou preferir ir para o bar conversar asneiras com amigos barbudos, mas quando estes me perguntarem sobre a minha família, eu tirarei orgulhoso da carteira a foto que nós três tiraremos na praça da rua de baixo, exatamente onde demos nosso primeiro beijo. Estaremos juntos na porta do jardim em seu primeiro dia de faculdade. Seremos só nós dois outra vez, como há trinta anos atrás. E virão os netos, as alegrias, as lembranças, o álbum de fotografias… Esperar. Esperar para que o tempo desenrole as nossas rugas e nos faça eternos como almas. Há quem diga que o amor não vale a pena, mas também há quem diga que só valeu a pena porque amou.”
Cinzentos. 

“Me fiz em pedaços com a esperança de alguém querer juntar, fui feito de cacos que um dia você cansou de pisar. Um dia um pássaro, me viu clamar, me juntou com os pedaços que todos gostavam de explorar, me fez de asas para nunca mais me afastar, criou em mim a esperança que nunca mais deixaria de ser seu belo par.”
Cantos de um pássaro. 

“Que a gente tenha mais vontade e menos preguiça. Mais coragem e menos medo. Mais alegria e menos lágrimas. Mais abraços e menos vazio. Mais sorrisos e menos cara amarrada. Mais leveza e menos reclamações. Mais saúde e menos doença. Mais colo e menos solidão. Mais mãos dadas e menos braços vazios. Mais conhecimento e menos cabeça fechada. Mais trabalho e menos corpo mole. Mais mudança e menos mais do mesmo. Mais acertos e menos erros. Mais entendimento e menos julgamento. Mais acolhimento e menos frustração. Mais perdão e menos picuinha. Mais elogio e menos fofoca. Mais reforço positivo e menos crítica negativa. Mais respeito e menos grosseria. Mais educação e menos palavrão. Mais caridade e menos olhares para o próprio umbigo. Mais olho no olho e menos palavras que nada valem. Mais tolerância e menos rebeldia. Mais cuidado e menos egoísmo. Mais doçura e menos grito. Mais esperança e menos desilusão. Mais fé e menos incertezas. Mais resposta e menos interrogação. Mais amor e menos gente que não sabe o que isso significa.”
Clarissa Corrêa.